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sexta-feira, julho 23, 2004

É pena! 

Será que os novos ministros do Ambiente e do Turismo se vão lembrar do Alentejo? Que existe muito para além das lindíssimas searas. Em Moura, a construção da barragem do Alqueva, a um par de quilómetros, ainda pouco ou nada trouxe. Os acessos continuam péssimos e só os mais aventureiros - ou sádicos - percorrem os péssimos quilómetros que separam o novo lago artificial da antiga terra de mouros. É pena.

Quem tem aproveitado, sem dúvidas, são os espanhóis. Eles, sim, sabem-na toda. A pouco e pouco as terras começam a ter sotaque. Culpa dos políticos que temos e da falta de dinheiro e visão dos lusitanos. É pena.

Eterna saudade 

Há algum tempo esperada, a notícia da morte do mestre Carlos Paredes deixa triste quem gosta de música.
Apaixonado desde sempre pela guitarra, que levava para quase todo o lado, Paredes será sempre recordado não só pela música, pelo génio que conseguia fluir das mãos e das unhas para as doze cordas da belíssima guitarra portuguesa, como pela simplicidade. São assim os verdadeiros mestres, aqueles que deixam uma marca indelével da vida dos outros.

Infelizmente os meus verdes anos nunca me permitiram assistir a qualquer concerto do mestre. Apenas posso recordar as suas criações através dos discos - infelizmente poucos. Talvez agora a editora se lembre de editar a vasta obra deste apaixonado pela guitarra e pelo público. O lucro a isso vai obrigar.

Gostei das homenagens que alguns órgãos de comunicação nacionais fizeram ao mestre Paredes. Destaque para o lançamento do jornal da tarde da SIC e da manhã informativa da TSF. O relato muitas vezes emocionado dá conta da eterna saudade que vamos ter do mestre. Felizmente, tal como ele desejava, a sua música e génio vão permanecer vivas. Ainda bem!

sexta-feira, março 12, 2004

Direito das crianças, sempre!!! 

Não concordo com a totalidade do artigo do MST, desta 6.ª feira do Público, mas nesta segundo ponto, concordo a 100%. O direito das crianças está acima de todos os outros, quer sejam homossexuais ou não.

«2 - Por idênticos e primários raciocínios, caiu em cima de Luís Vilas Boas um coro de politicamente correctos, só porque ele se atreveu a dizer uma coisa óbvia: que um casal homossexual não oferece garantias para criar e educar equilibradamente uma criança. Uma vez mais, é o direito das próprias crianças a uma infância saudável que passa para segundo plano, cedendo ao direito dos homossexuais, mulheres ou homens, de brincarem aos pais e mães. Uma vez mais, a minha resposta é: olhem para a natureza. Já viram elefantes "gays" ou focas lésbicas a criarem filhos em comum? Peçam o que é legitimo pedir - igualdade de direitos conjugais e sucessórios, por exemplo -, mas não peçam o que não é natural pedir e ofende os direitos legítimos de terceiros inocentes.»

Paixão II 

Ontem vi o controverso filme de Mel Gibson. Gostei. Não considero anti-semita.

Paixão I 

Apenas fui uma vez a Madrid. E foi uma estada curta, de apenas um par de horas. Foi quando um comboio apinhado de timorenses e portugueses viajou, durante intermináveis horas, entre Santa Apolónia e, penso, St Martin. Depois foram alguns minutos a pé até à embaixada da Indonésia para, muitos, atirarem pedras contra o edifício...
Mas, nesses breves instantes em terras espanholas, deixaram em mim uma paixão pelas gentes, sempre simpáticas, e que, ainda por cima, aproveitam o início da tarde para uma sesta.
Os atentados também me atingiram. Eu também sofro com o terrorismo, quer tenha sido a ETA ou outra porcaria qualquer. Um abraço aos meus irmãos.

Regresso... 

Finalmente, sinal de vida.

segunda-feira, janeiro 26, 2004

Com um sorriso nos lábios 

O jovem jogador Miklos Fehér morreu com um sorriso nos lábios. As imagens televisivas são de uma crueldade impressionante. Ninguém consegue ficar indiferente: afinal, Fehér tinha apenas 24 anos e de um momento para o outro desfaleceu.

A mim, além de tudo o resto, fez-me pensar que todos os meus ente-queridos são mortais, ao contrário do que às vezes pensamos. Será que damos real valor à vida, e a quem nos é importante. Por vezes, é tarde de mais. E deixamos atravessado aquele sentimento de que podíamos ter dito, feito, alguma coisa. Que faltou aquele gesto, àquela palavra amiga, aquele beijo, aquele abraço.

Infelizmente ninguém é imortal.

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Sem saudade 

O programa - Rua da Saudade - emitido ontem na RTP até tinha uma boa premissa: homenagear Ary dos Santos. Sei alguma coisa sobre este poeta e publicitário, e, por isso, tinha curiosidade e vontade de aprender mais sobre este autor de canções. Mas, tal balde de água fria, o programa foi uma charopada, daquelas que Júlio Isidro infelizmente nos últimos programas nos tem habituado no buçal Tributo.
Fiquei na mesma. Para isso também contribuiu ter adormecido, quase no início do programa que não deixa saudades!

Duplo azar na 2: 

Continuo espectador atento da 2: mas infelizmente não assisti «ao problema de coordenação» da edição de ontem do Jornal 2. Alguém teimou em se colocar na frente da câmara, enegrecendo o ecran. Carlos Fino bem se desculpou, mas a emissão, pelo que me conta, ficou a negro duas vezes. Um duplo azar.

Entretanto, a apresentadora do Magazine tem também um poiso virtual. Anabela Mota Ribeiro abriu um blog que nos dá a Possibilidade do Sentir. Lá ficamos a saber que a menina passou «a noite em a ler a "Odisseia" de Homero na versão original em grego. Apesar de ser uma língua que desconheço de todo, foi uma experiência emocionante. Os traços retorcidos do alfabeto helénico são testemunho de milénios de história da civilização de que somos filhos. Dá que pensar».
Palavras para que. É a cultura, estúpido!!!

Carta Aberta 

A vila de Cascais está a ser «inundada» por uma carta aberta. Até aqui tudo bem, ainda por cima é, supostamente, assinado. Mas, imagine-se que a signatária decidiu, sem me dar cavaco, abrilhantar a dita carta com um texto assinado por mim e publicado no jornal da terra.

Quase que advinho que o presidente da autarquia, o principal visado no escrito da senhora, vai achar que eu tenho alguma coisa a ver com o manifesto. Mas não tenho.

Assim, por favor senhor presidente não me escreva de novo a pedir explicações. Eu não tenho nada a ver com a carta, apenas com a notícia que, abusivamente, encabeça a carta aberta.

quinta-feira, janeiro 15, 2004

Censura e pressão 

Às vezes temos a ilusão que a censura e a pressão sobre os jornalistas, pelo menos de forma directa, eram coisas do tempo da velha senhora. Mas não! Há muito boa gente que é como o feijão frade: tem duas caras. Dizem-se os aruatos da democracia, da liberdade, mas no fundo são censores e fonte de pressão.
Há muito laranjinha que por aí anda que gosta de mandar recados e pressionar jornalistas. Que digam certos presidentes de autarquias laranjas. E pessoas que já passaram por governos e por Bruxelas. Nada aprenderam! Pararam no tempo e não gostam de críticas ou opiniões diferentes. São cínicos!!!

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Metáfora como doença 

António Sobrinho é um dos grandes nomes portugueses. Daqueles que todos os dias, mais coisa menos coisa, deveria aparecer na televisão. Nem que fosse apenas para nos lembrarmos que temos cientistas. Bons cientistas.
A entrevista desta edição do Dna, que sai com o DN, é um retracto do que vai na alma do estudioso do corpo humano. Daqueles que diariamente estudam o que nos arrepia. Só o signo cancro desperta um turbilhão de ódios e raivas. Aumentados por muitos por cento se alguém conhecido tenha sido mais uma das muitas vítimas desta doença que corrói. Que tudo destrói.
Ainda em tempos da universidade, um professor aconselhou a ler um ensaio de Susan Sontag, que aborda o cancro. É um retracto cruel. Mesmo duro de ler. Tão duro que ainda não tive coragem de ler o outro tema: a sida. Nem mesmo depois de ter feito testes e ter a certeza de que não estou infectado. Só a palavra sida, tal como a palavra cancro, desperta sentimentos que preferimos ter armazenados, bem armazenados

Metáfora como doença é o ensaio da autora norte-americana. Um soco no estômago de quem lê. Um daqueles socos que nos faz falta para acordarmos.

quarta-feira, dezembro 10, 2003

Desamores 

Vale a pena ler o artigo «The Dean Connection» do NYTimes Magazine. Fala, logo no início, das dores provocadas pelo amor. Quem já sofreu por amor compreende o texto. Quem ainda não sofreu, das duas uma: ou nunca amou, ou teve a sorte de acertar à primeira (o que duvido).

Depois, imagine-se, para consolar a dor, o rapaz abandonado volta-se para a política. Há coisas assim.

Falta de comunicação 

Já tinha reparado, mas a falta de comunicação é algo que afecta muita gente. Os últimos dias têm sido férteis em pouca disponibilidade: o trabalho na redacção tem sido muito, o aproximar da mudança para a nova casa leva-me a passar alguns - muitos - dos momentos de lazer a deambular pelos centros comerciais e lojas, na procura de novas roupagens para o lar, e do aproximar do Natal. Sou uma das vítimas desta quadra: alguma nostálgia invade-me.

Hoje, o DN trás alguns textos interessantes sobre a falta de comunicação ao nível do Governo. É notório que existe uma grande deficiência nesta área - à semelhança de tantas outras. Faz falta aos políticos abrirem a pestana e começarem a olhar para esta área com outros olhos. Comunicar é muito mais do que aparecer à frente das câmaras das televisões.

(bem, nesta altura o site do Diário de Notícias não está acessível - depois coloco o link)


Falta de vontade 

As cerca de 6 pessoas que diariamente por aqui passeiam já notaram que a produção tem sido nenhuma. Haverá várias razões explicativas, no entanto, elas ficaram por dissertar.

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